As pessoas nas ruas, invadindo casas, matando os dominadores, fazendo a grande mudança. Quem já não assistiu a filmes, viu fotos de Lenin pregando a revolução bochevique e Stalin assumindo o comando da URSS anos após a revolução de outubro de 1917? De lá pra cá são 92 anos de derrotas de Marx, o mundo se transformou num grande império neoliberal chefiado pelos EUA. Comprei um celular novo há 3 dias, porque o meu levara um tombo e se espatifara no chão, e estava lá: Made in China. Nem Mao imaginou tal coisa quando assumiu o poder naquele país asiático. Mudanças vêm, mudanças vão, mas o que muda é o comando pessoal, porque a estrutura continua a mesma: dominadores e dominados. Quem acha que esse mundo vai mudar pelo comportamento das pessoas, por serem mais cidadãs ou por serem eco-éticas estão ledamente enganados. Desde os “achamentos ultramarinos” de Portugal, até as conquistas por guerras e invasões, haverá sempre uma elite mandante e um proletariado que obedece. A terra é de ninguém, diz a utopia sociológica, mas o capital já tem dono, diz a realidade mórbida em que se apresenta o mundo. Países que já detiveram comando político internacional hoje definham lamentavelmente no concerto das nações. A fome, o terrorismo, o tráfico, o lixo que imigram de outros países para nossos aeroportos continuam aí, sem uma solução. Há dois dias vi uma reportagem num canal de TV – acho que no SBT – sobre o crescimento do alcoolismo na Rússia. Nessa reportagem, Putin mostrava-se muito preocupado porque os casos de cirrose hepática estavam ganhando números alarmantes e o governo estava com problemas em mudar esse quadro. No final da reportagem, um homem sai de um bar completamente embriagado, cambaleante, quase caindo em meio a uma rua coberta de neve. São tempos inenarráveis. Explicar isso é como explicar por que o “pássaro na gaiola quando não canta por agrado, canta desesperado.”
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